Escreverei a partir de agora um
diário dos ensaios. São comentários sobre cada ensaio de acordo com minha
perspectiva. Fiquem a vontade para
compartilhar com suas percepções.
1º ensaio- 04/09/2012
14 hrs - 18 hrs no Núcleo de Dança da
UnB.
Trabalho Cena -2
Primeira música de entrada do coro.
Direção Hugo Rodas.
Após ouvir o grupo cantando a
música ele separa alguns trechos a serem cantando ou pelos homens ou pelas mulheres,
ou por ambos.
O trabalho começa com o coro
cantando a música, o grupo sentado em roda seguindo as direções propostas.
Depois levantam, em duas
filas laterais e forma um cortejo. Na organização no espaço marcam compassos no
chão, com passadas. Organiza-se uma forma do cortejo caminhar. Entre as duas
fileiras tem caixão.
A direção oferece referências como: “Trabalho é operísticos,
a união é muito importante.” Sobre a posição dos braços, ele indica para o
elenco que os braços devem ser abertos em diagonais.
Em momentos marcados da música ele trabalhou fotos em
determinados momentos. Indica que o elenco selecione fotos para cada momento
indicado da música no cortejo.
A música segue com uma coreografia do coro em cortejo
que forma imagens que se transformam. Em cada estrofe as mulheres possuem uma
movimentação diferente.
Durante o ensaio muitas propostas de imagens e fotos
são experimentadas. Como também possibilidades de marcação de ritmo com as
passadas. Em momentos acelerados e outros mais lentos.
Hugo Rodas direciona os homens a sempre pensarem na
imagem de guerreiros. São investigados também movimentos para os homens
realizarem nos momentos que cantam.
O coro caminha, segue na vertical em direção ao
público e no final posicional o caixão na horizontal.
Para realizar essa movimentação investigou-se
organizar as fileiras para que todos girassem, entre outras movimentações até a
versão final.
Para a cenografia foram levantadas as possibilidades
de:
·
Uma rampa, com
escadas
·
Fosso para
colocar o caixão.
Segue a próxima cena.
Experimenta-se formas variadas para o coro se
assustar, correr e gritar.
Também são marcados gestos e fotos em sincronia com
as batidas no caixão em 4 tempos. Investigou-se marcações de gestos, fotos
variando a cada batida. Como também formas de se caminhar para trás se
afastando. Para o grito Hugo Rodas dirigiu exercícios que experimentavam o grito
de pavor em um crescente e depois decrescente.
Seguido para a entrada do Gigante.
Direções e questões para o próximo ensaio:
O Sacerdote gigante começaria no fundo e iria subindo
as escadas da rampa. O povo ganha coragem com o Gigante.
Poderia ser outra pessoa cantando para o gigante.
O gigante teria uma cesta de pães.
Adiante uma reunião do grupo. Discussão das primeiras
impressões.
Marcus Mota conversou com o grupo abordando que existirá
trabalho de corpo e de voz nesse processo. E exigirá domínio do movimento e do
canto.
Entre os desafios do trabalho está a exposição e as
transições entre favela e nobre.
Ele retomou algumas discussões da reunião anterior
para esclarecer sobre o trabalho para os
que não estavam presentes anteriormente.
Citou a associações do espetáculo com a questão do
populismo. Tendo David como figura que
gera esperança.
Terá o trabalho com repetições será para memorizar os
movimentos.
Destacou que Hugo Rodas busca a expansão do movimento
- movimentos amplos.
Parte do processo criativo será durante os ensaios.
Foi reforçado a importância da presença para
acompanhar o processo. Pois, quem faltar perderá informações.
Lembrou que existirá uma demanda criativa do coro.
Ele também retomou questões da estrutura do
espetáculo discutindo cada música e as ideias principais de cada canção.
A variedade musical do espetáculo é técnica atrativa
que utiliza muitas gêneros diferentes. Cria vários estímulos para o público.
Lembrou que os capangas de David são versões pioradas
de David e são dependentes dele.
Seguiu-se para os encaminhamentos:
Enviar cópia das músicas e do texto por e-mail para
todos.
Enviar convite do blog para todos
o elenco deve decorar as músicas para os ensaios,
preparar até cena 4 para quinta-feira.
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