sábado, 29 de setembro de 2012

1º Ensaio


Escreverei a partir de agora um diário dos ensaios. São comentários sobre cada ensaio de acordo com minha perspectiva.  Fiquem a vontade para compartilhar com suas percepções.

1º ensaio- 04/09/2012
14 hrs - 18 hrs no Núcleo de Dança da UnB.

Trabalho Cena -2

Primeira música de entrada do coro.

Direção Hugo Rodas.



Após ouvir o grupo cantando a música ele separa alguns trechos a serem cantando ou pelos homens ou pelas mulheres, ou por ambos.


O trabalho começa com o coro cantando a música, o grupo sentado em roda seguindo as direções propostas.
Depois levantam, em duas filas laterais e forma um cortejo. Na organização no espaço marcam compassos no chão, com passadas. Organiza-se uma forma do cortejo caminhar. Entre as duas fileiras tem caixão.
A direção oferece referências como: “Trabalho é operísticos, a união é muito importante.” Sobre a posição dos braços, ele indica para o elenco que os braços devem ser abertos em diagonais.

Em momentos marcados da música ele trabalhou fotos em determinados momentos. Indica que o elenco selecione fotos para cada momento indicado da música no cortejo.

A música segue com uma coreografia do coro em cortejo que forma imagens que se transformam. Em cada estrofe as mulheres possuem uma movimentação diferente.

Durante o ensaio muitas propostas de imagens e fotos são experimentadas. Como também possibilidades de marcação de ritmo com as passadas. Em momentos acelerados e outros mais lentos.

Hugo Rodas direciona os homens a sempre pensarem na imagem de guerreiros. São investigados também movimentos para os homens realizarem nos momentos que cantam.

O coro caminha, segue na vertical em direção ao público e no final posicional o caixão na horizontal.
Para realizar essa movimentação investigou-se organizar as fileiras para que todos girassem, entre outras movimentações até a versão final.

Para a cenografia foram levantadas as possibilidades de:
·      Uma rampa, com escadas
·      Fosso para colocar o caixão.

Segue a próxima cena.

Experimenta-se formas variadas para o coro se assustar, correr e gritar.
Também são marcados gestos e fotos em sincronia com as batidas no caixão em 4 tempos. Investigou-se marcações de gestos, fotos variando a cada batida. Como também formas de se caminhar para trás se afastando. Para o grito Hugo Rodas dirigiu exercícios que experimentavam o grito de pavor em um crescente e depois decrescente.

Seguido para a entrada do Gigante.

Direções e questões para o próximo ensaio:

O Sacerdote gigante começaria no fundo e iria subindo as escadas da rampa. O povo ganha coragem com o Gigante.
Poderia ser outra pessoa cantando para o gigante.
O gigante teria uma cesta de pães.

Adiante uma reunião do grupo. Discussão das primeiras impressões.
Marcus Mota conversou com o grupo abordando que existirá trabalho de corpo e de voz nesse processo. E exigirá domínio do movimento e do canto.
Entre os desafios do trabalho está a exposição e as transições entre favela e nobre.

Ele retomou algumas discussões da reunião anterior para esclarecer sobre  o trabalho para os que não estavam presentes anteriormente.
Citou a associações do espetáculo com a questão do populismo. Tendo David como  figura que gera esperança.
Terá o trabalho com repetições será para memorizar os movimentos.
Destacou que Hugo Rodas busca a expansão do movimento - movimentos amplos.
Parte do processo criativo será durante os ensaios.
Foi reforçado a importância da presença para acompanhar o processo. Pois, quem faltar perderá informações.
Lembrou que existirá uma demanda criativa do coro.

Ele também retomou questões da estrutura do espetáculo discutindo cada música e as ideias principais de cada canção.
A variedade musical do espetáculo é técnica atrativa que utiliza muitas gêneros diferentes. Cria vários estímulos para o público.

Lembrou que os capangas de David são versões pioradas de David e  são dependentes dele.

Seguiu-se para os encaminhamentos:

Enviar cópia das músicas e do texto por e-mail para todos.
Enviar convite do blog para todos
o elenco deve decorar as músicas para os ensaios, preparar até cena 4 para quinta-feira.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

1ª Reunião da Equipe


Relato abaixo o primeiro encontro da equipe em 28/08/2012, às 14h, no Núcleo de Dança da UnB. Fiquem todos à vontade para fazer observações complementares. 

O projeto foi apresentado detalhamente para os interessados em participar. Marcus Mota, autor do texto e das canções, expôs bem a temática e a proposta do espetáculo.  Ele descreveu a estrutura do Drama Musical e comentou cada uma das cenas. Foram executados trechos das músicas. Ele também compartilhou  sobre sua perpectiva de autor. Mencionou o contato com as ideias de Finkenstein e sobre trabalho de elaboração e reelaboração do texto.

Hugo Rodas, que assina direção e encenação, abordou as ideias iniciais de cenografia , que inclui uma rampa, e de figurinos versáteis com possibilidades de se transformar em diferentes vestimentas. Destacou que seria exigido muito do trabalho de ator. Comentou que associa a proposta do espetáculo com alguns aspectos do filme “Espartalhões”.


Os integrantes se apresentaram e passaram seus dados para a produção.

Estabeleceu-se que os ensaios seriam às segundas, terças e quintas-feiras, no período vespertino, com início na terça-feira 04/09/2012, às 14h, no Núcleo de Dança da UnB.
Todos os ensaios serão registrados e o processo criativo será acompanhado e documentado. 

Observações:
·      Dois arranjos musicais ainda estão em andamento. Estarão concluídos antes de outubro.
·      Solicitou-se que os atores decorassem as músicas.
·      As canções, os textos, o roteiro e o cronograma de atividades serão compartilhados no grupo de e-mail do projeto.
·      Momento de definição do elenco do coro cênico.
·      O blog será criado para o grupo compartilhar suas experiências e se comunicar.

Previsões:
No próximo ensaio: trabalhar cenas 1 e 2.
Ensaios com a técnica em: 26 e 27 de novembro - período noturno.
Apresentações em: 28, 29, 30 de novembro - 01 e 02 de dezembro.

Em breve escreverei as considerações sobre o 1º Ensaio.